Filosofia crítica
A tradição da Escola de Frankfurt como ferramenta viva: ler o presente com Adorno, Benjamin e Marcuse para entender por que a razão emancipadora se converteu, com tanta frequência, em técnica de dominação.
Ensaios, anotações e estruturas de pensamento sobre filosofia, crítica e os sistemas que organizam a vida cotidiana. Um caderno público, em revisão permanente.
Não há filosofia sem um lugar de partida — e todo lugar de partida é, ele mesmo, uma escolha filosófica. Estes são os três topoi em que penso, escrevo e ensino.
A tradição da Escola de Frankfurt como ferramenta viva: ler o presente com Adorno, Benjamin e Marcuse para entender por que a razão emancipadora se converteu, com tanta frequência, em técnica de dominação.
De Bertalanffy a Donella Meadows: enxergar laços de retroalimentação, atratores e pontos de alavancagem. Onde a filosofia faz a pergunta, a teoria de sistemas oferece o vocabulário para perceber a arquitetura silenciosa da resposta.
Como pensar bem sob pressão, com pressa, em meio a algoritmos. A pergunta socrática deslocada para a era da atenção fragmentada: o que ainda significa examinar a vida?
Textos longos, textos curtos, marginália. Tudo aqui é provisório por princípio: publicado para ser revisto, contestado, refeito.
Pensar sistemicamente é treinar o olho para enxergar relações antes de coisas — laços antes de nós.
A maior parte do que chamamos de "realidade" é, de fato, uma rede de feedbacks que se estabilizou ao ponto de parecer natural. O trabalho do pensamento crítico — e do pensamento sistêmico — é tornar essa rede visível.
Não para destruí-la, necessariamente. Mas para que possamos finalmente escolhê-la, em vez de simplesmente herdá-la.
Hegel ofereceu três tempos. Eu os uso, sem dogmatismo, como uma respiração: tese, antítese, síntese — e de novo. Nenhuma síntese é final.
Aquilo que parece evidente. A primeira leitura — a leitura herdada. Começamos sempre dentro de uma cultura, de uma língua, de um sistema que pensou por nós.
A objeção que a posição inicial sempre carrega — e tenta calar. Levar a sério o que a tese exclui é a forma mais honesta de pensar com ela.
Não um meio-termo confortável: uma terceira posição que conserva, supera e eleva as duas anteriores. Provisória, e por isso fértil.
Não há substituto para a leitura lenta. Esta é a estante aberta — não como vitrine, mas como convite à conversa.

"Não há vida correta na vida falsa." Releitura anual — encontro um aforismo novo a cada vez.
Anotações breves, recortes de leitura, comentários sobre o tempo presente. ver todas →
Conversas, palestras, mentorias filosóficas. Escrevo de volta — devagar, mas escrevo.